Pastel de Angu: tradição mineira que vem da raiz
Um quitute nascido da simplicidade que se tornou símbolo da cozinha afetiva mineira.
Simples, forte e cheio de história — o pastel de angu é um daqueles quitutes que carregam Minas dentro dele.
Sua origem remonta a 1851, em Itabirito (MG), onde nasceu nas senzalas da Fazenda Portões. Feito a partir do que havia disponível — fubá, um pouco de polvilho e sobras de carne — ganhou forma pelas mãos de mulheres negras que transformavam escassez em sustento e sabor.
A massa, feita sem farinha de trigo, leva fubá como base e é frita na gordura de porco, criando uma casquinha firme por fora e macia por dentro. O recheio varia, mas sempre mantém o espírito da roça: carne com jiló, linguiça, ora-pro-nóbis, taioba, umbigo de banana, queijo… combinações que traduzem a cozinha mineira em sua essência.
O que começou como alimento de resistência atravessou o tempo, conquistou a Casa Grande, ganhou as ruas e, hoje, é patrimônio cultural de Itabirito — e também um símbolo da nossa gastronomia afetiva.
Mais do que um pastel, é história viva.
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